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Publicado em: 23/02/2018

CONSTELACÃO FAMILIAR SISTÊMICA ATUANDO NA CURA DE DOENÇAS


1. Introdução

Muito tem se falado sobre Constelações familiares sistêmicas nos últimos tempos, e eu particularmente, não só me beneficiei, como também apresentei à inúmeras pessoas, esta prática terapêutica. Trata-se de uma terapia que encontra soluções breves para os problemas, utilizando um campo de informações que chamamos de morfogenético, conduzido por uma força fenomenológica.

Adianto que não se trata de rituais e nem cultos religiosos, mas sim, um estado de empatia profunda, onde conseguimos sentir exatamente como sente e o que sente aquele que estamos representando.
Esta prática foi criada por Bert Hellinger, alemão filósofo, teólogo e psicoterapeuta, que à partir das suas observações e experiências, percebeu uma conexão entre todos os seres humanos e seus ancestrais. Essa conexão faz agir e reagir o ser humano, cada qual de acordo com o seu arsenal de conhecimento, experiência, valores e crenças. E o agir e reagir que não segue uma ordem, pode gerar emaranhados que causam sofrimento e dor naqueles que estão conectados ao nosso sistema, pois para Bert Hellinger, não somos pessoas soltas e isoladas, fazemos parte de sistemas, a começar pelo sistema familiar.
Acredita-se também que se esses emaranhados quando não resolvidos, o ser humano desde a sua origem, vem trazendo em sua bagagem os emaranhados que podem ter surgido na geração de seus ancestrais, além dos próprios criados nesta geração. E esses emaranhados, faz surgir situações de sofrimento como separação, perda, escassez, falta de prosperidade e até doenças, que muitas vezes desconhecemos as causas, como uma repetição de um padrão.
A Constelação Familiar sistêmica, vem trazer uma forma de tratar esses emaranhados atuando na sua origem e dissolvendo as causas, e esse trabalho tem por finalidade elucidar a teoria da constelação familiar sistêmica de forma simples e esclarecedora, pricipalmente no tocante às doenças, pois a doença física tem na sua origem, emaranhados não resolvidos.

2. Outros Conceitos

Apesar da Teoria da Constelação Familiar Sistêmica ter sido criada por Bert Hellinger, existem alguns conceitos utilizados nesta prática que foram criados por outros.
2.1. Teoria de Campo Kurt Lewin
Campo Morfogenético
Morfo vem da palavra grega Morphe, que quer dizer forma. Genética vem de genesis que significa origem.
Essa teroria defende a idéia de que todos os organismos vivos se comportam e adotam formas de acordo com um padrão. Isso quer dizer que, os seres vivos, não só os humanos, seguem uma forma e um padrão de comportamento adotado desde a origem.
Além de se comportarem e adotadem formas e padrões, os seres estão submetidos à uma força de fatos e eventos inter-relacionados, influenciando e sendo influenciados por eles.

2.2. Ciência fenomenológica de Edmunf Husserl
Essa teoria diz que é preciso ter um olhar sem vícios e sem julgamento para o que se vê. Uma busca pela essência dos fatos, inerente às aparências. Retirando suas próprias impressões sobre o que se apresenta.

2.3. Esculturas familiares Virginia Sartir
Cada membro de uma familia ocupa um papel no sistema familiar, mas cada um desse sistema se coloca, se comporta e se sente de uma forma. E a forma como cada um desses membros veem aos outros membros também difere. E ter essa visão de como cada um se sente e se posiciona no sistema facilita o entendimento.

2.4. Psicodrama Jacob Moreno
Abordagem psicoterápica com objetivo de explorar a mente para entender o todo que forma o indivíduo. Através de apresentações dramáticas, é possível ampliar a visão sistêmica do indivíduo. A visão do eu, a visão do outro e a indiferenciação do eu.

2.5. Teoria da Não localidade
Sendo a mente uma energia e os pensamentos ondas emitidas, podemos concluir que a nossa mente não está fisicamente localizada no cérebro. Assim como captamos ondas de rádio e energias, podemos captar os pensamentos, os sentimentos e dores de outras pessoas que pertencem ao mesmo sistema.

3. Ordens do Amor

Tudo o que permeia os seres humanos é amor. Toda relação é uma relação de amor. Mas só o amor não basta. Assim como o ar, que é Divino, se não seguir um percurso orgânico, é capaz de matar e prejudicar. Da mesma forma o amor, se não seguir as Ordens do Amor, pode prejudicar, matar e criar emaranhados.
Constituem as Ordens do Amor, a Lei do pertencimento, Lei da hierarquia e a Lei do dar e receber.

3.1. Lei do pertencimento: Todo ser vivo tem o direito de pertencer à um sistêma. Ninguém tem o direito de excluir ninguém de um sistema. Se um ser humano existe, ele possui um pai e uma mãe, portanto ele pertence à um sistema familiar. Mesmo que não goste, que não admire o seu sistema, ainda sim ele pertence à ele. Da mesma forma que quando trabalhamos em uma determinada empresa, pertencemos ao sistema empresarial.

3.2. Lei da hierarquia: Quem chega primeiro precede quem chegou depois. Nossos ancestrais nos precedem pois chegaram primeiro no sistema. Nossos irmãos mais velhos nos precedem na ordem de chegada. A primeira esposa de um homem precede a segunda esposa apesar da segunda ter prioridade sobre a primeira. O primeiro filho precede o segundo, da mesma forma que o funcionário mais antigo precede o recém contratado, e assim por dainte.

 

3.3. Lei do dar e receber: Dar o que é preciso. Nem mais nem menos. Dar demais, estraga e dar de menos prejudica.
Dar somente e não receber, ou receber demais e não dar nada,

4. Ordens da ajuda
As ordens da ajuda nos mostra os limites que devemos seguir para uma ajuda sem emaranhados.
Reconhecer suas capacidades e habilidades e saber até onde pode ir.
Dar apenas o que se tem, e pegar para si somente o que se necessita.
Reconhecer o verdadeiro, o que é e não o que gostaríamos que fosse.
Não tomar para si o problema do outro, tentando resolver a qualquer custo.
Sentir pena ou dó não permite que a pessoa assuma sua responsabilidades e as consequencias de suas atitudes.
Ampliar a visão sitêmica e ver o todo e não somente a queixa.

5. Relato pessoal

Em meados de 2016, resolvi fazer uma transição de carreira. Deixaria de ser enfermeira, profissão que segui por 30 anos, para ser coach e consteladora.
Para que isso fosse possível, seria necessário que eu deixasse para trás, algumas crenças familiares e religiosas. À partir daí, comecei a sofrer de dores nos ombros que em pouco tempo se desenvolveu para perda dos movimentos.
Os médicos diagnosticaram como sendo capsulite ou “ombros congelados” e me orientaram a fazer fisioterapia, acupuntura e receitaram medicações para dor.
Conviví com essa situação quase um ano inteiro, quando resolvi fazer uma constelação do meu diagnóstico e abandonei a fisioterapia e a acupuntura.
Na constelação, o campo mostra meu representante se sentindo culpado por estar “dando as costas” para as crenças familiares e religiosas (meu pai foi condutor de igreja por 47 anos e cresci sob esses preceitos), e fechando os braços, travando os ombros, como que impedindo de voar. O representante do meu pai, vira-se para sua mãe já morta e ela, por sua vez, dá à ele a permissão, pois ela foi percursora na caminhada desta religião. Dada a permissão à ele, seu representante se vira para o meu representante e me é dada a permissão de alçar novos voos. Além disso, meu representante se reconcilia com a autosegurança, com o amor próprio, reverencia suas ancestrais e segue. E assim finaliza a minha constelação.
Três meses depois, os movimentos dos ombros retornaram aos poucos e as dores desapareceram.

 

  1. Bibliografia;

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